Lubrificantes
Óleo lubrificantes para motor
Os óleos lubrificantes são fundamentais ao bom funcionamento e vida útil do motor de seu carro, onde cumprem as seguintes funções básicas:
- lubrificar as partes móveis do motor para reduzir desgaste;
- reduzir atrito entre as partes móveis;
- manter a limpeza do motor;
- proteger as partes internas de corrosão;
- refrigerar o motor;
- selar gases da combustão;
- permitir partida do motor mais fácil;
- prolongar a vida do motor;.
Por estes motivos, é fundamental observar o período de troca e o tipo do lubrificante recomendado pelo fabricante.
Os óleos lubrificantes podem ser classificados segundo os seguintes aspectos:
Quanto à origem
Os óleos lubrificantes do motor podem ter as seguintes origens:
Óleo lubrificante mineral
Lubrificante cujo óleo básico é originado da destilação fracionada do Petróleo.
Óleo lubrificante de base sintética
Provenientes da mistura entre os óleos minerais e óleos sintéticos, apresentando as vantagens do sintético em menor grau.
Óleo lubrificante sintético
Lubrificante cujo óleo básico é produzido quimicamente. Apresenta como vantagens grande pureza, maior estabilidade a temperaturas elevadas, menor perda de óleo pelo motor, devido a maior uniformidade de dimensão das moléculas, e maior índice de viscosidade.
Quanto à viscosidade:
Os óleos lubrificantes para motor podem ser classificados em dois tipos básicos, a saber, que se diferenciam na aplicação, basicamente em função das temperaturas de trabalho:
Monoviscoso
Estes óleos são aplicáveis basicamente em situações onde a temperatura de trabalho do óleo é mantida sob razoável uniformidade. Quanto mais alta a temperatura maior deverá ser a viscosidade do óleo.
(Ex.Motor Óleo SAE 40).
Multiviscoso
Estes óleos são aplicáveis em situações onde as temperaturas de trabalho dos óleos são variáveis, isto é, às vezes alta e as vezes baixa. Em geral a faixa de viscosidade são escolhidas em função das temperaturas ambientes média do local onde se esta utilizando o óleo. Estes óleos na condição a frio assumem a viscosidade menor da faixa (na partida do motor frio por exemplo) e na condição a quente assumem o comportamento da viscosidade mais alta da faixa. ( Ex: Shell Helix SAE 20w40)
Para medir a viscosidade a SAE (Society of Automotive Engineers) desenvolveu um sistema de classificação que estabelece os graus de viscosidade do óleo de motor. O W (winter - inverno em inglês) indica que um óleo é adequado para uso em temperaturas mais baixas. As classificações SAE que não incluem o W definem graduações de óleo para uso em temperaturas mais altas.
Quanto ao tipo de utilização:
Os lubrificantes são classificados quanto aos requisitos do tipo de utilização a que se destinam. Tais requisitos de utilização são indicados pelos fabricantes dos motores e são classificados pela norma API.
O sistema de classificação de óleos da API (American Petroleum Institute) permite que os óleos sejam definidos com base nas suas características de desempenho e no tipo de serviço ao qual se destina. A evolução das letras do alfabeto significam óleos de melhor qualidade/desempenho.
Os lubrificantes são classificados de acordo com o tipo de utilização a que se destinam, bem como pela sua viscosidade. Para melhor entender podemos verificar as tabelas abaixo:
A classificação para motores a gasolina que leva a letra S (que é de Service Station - ou posto de gasolina em inglês) seguida de outra letra que determina a evolução dos óleos. Esta classificação é de fácil entendimento já que a evolução das letras significa a evolução da qualidade dos óleos. Os óleos são classificados então como SA, SB, SC, SE, SF, SG, SH, SJ e SL.
A classificação mais recente é a API SL logo, quando é recomendado um óleo com classificação SJ poderá ser usado um óleo SL, porém o contrário não é permitido.
Já a classificação para motores diesel já é bem mais complexa. A classificação tem a letra C (de comercial) seguida da letra (ou letra e número) que determina a evolução dos óleos. Esta classificação é simples somente até a classificação CD, pois segue a evolução das letras do alfabeto: CA, CB, CC e CD. A partir daí, há uma separação da categoria em três grandes ramos. Os óleos atualmente produzidos podem atender a especificação de cada ramo de uma forma independente.
O ramo dos óleos para motores diesel dois tempos tem a partir da categoria CD duas evoluções: a categoria CD-II e outra mais recente CF-2. O ramo dos óleos para motores quatro tempos para veículos operando com diesel de teor de enxofre maior que 0.5 % que só teve uma evolução. A categoria CF que sucede a CD para esta aplicação específica.
O ramo dos óleos para motores quatro tempos para veículos operando com diesel com teor de enxofre menor que 0.5% já teve quatro evoluções: CE, CF-4, CG-4, CH-4 e CI-4.
Óleo Lubrificante para Motores Dois Tempos
Motores 2T Comuns
Os motores 2T utilizam óleo lubrificante do motor de forma diferenciada, uma vez que este é adicionado ao combustível e consumido durante a combustão. Em princípio tem diferenciações de especificações para uso nos motores.
Motores 2T Náuticos
Motores 2T Náuticos Lubrificante 2T especialmente desenvolvido para motores náuticos considerando as necessidades de proteção ambiental. Lubrificante biodegradável.
Óleo lubrificante Transmissão
Óleo monoviscoso, de alta densidade que lubrifica as engrenagens da caixa de marchas. Seu nível deve ser conferido e completado periodicamente.
Graxa
Um dos últimos produtos do refinamento de petróleo. Borra utilizada como lubrificante de superfícies, com características anticorrosiva e vedadora.